domingo, 14 de junho de 2009
Entendendo a Profundidade de Campo (DOF)
Fisicamente só existe foco de fato em um único plano com profundidade infinitamente pequena. O que chamamos de Profundidade de Campo (Deep Of Field) é na verdade um intervalo onde o resultado, já na cópia final, gera círculos de confusão menores do a acuidade visual humana consegue distinguir. Assim teremos a impressão de que as imagens naquele intervalo ainda se encontram nítidas, não porque elas realmente se encontrem nítidas e sim porque nossa acuidade visual é incapaz de perceber diferenças entre o que está e o que não está nítido naquele ponto da imagem.
Assim temos três grandes fatores chave no que chamamos de profundidade de campo (DOF). O tamanho dos círculos de confusão capturados, a ampliação realizada sobre eles para produzir a cópia final e a própria acuidade visual humana a uma dada distância.
O tamanho dos círculos de confusão capturados é dado por aquelas variáveis tipicamente atribuídas como causadoras (mas que diferente do que é pregado não são as únicas) da Profundidade de Campo, que são a Abertura, Distância do objeto em foco e distância focal (DF). A variação destes itens modifica o tamanho dos círculos de confusão formados sobre a mídia. Com relação a estes primeiros itens podemos dizer:
Aumentar a abertura -> Aumenta os círculos de confusão.
Aumentar a DF -> Aumenta os círculos de confusão.
Reduzir a distância em relação ao objeto em foco –> Aumenta os círculos de confusão.
Mas essa não é toda a história, o tamanho dos círculos de confusão, por si só, não diz nada sobre a DOF até sabermos o tamanho final com o qual tais círculos de confusão serão vistos pelo observador. Para obtermos tal tamanho precisamos saber quão ampliados estes círculos de confusão (projetados sobre a mídia) serão quando fizermos a cópia final da imagem. Tal ampliação é dada pela relação do tamanho da cópia pelo tamanho da mídia. Quanto mais precisamos ampliar a imagem para obter a mesma cópia final, maiores ficarão os mesmos círculos de confusão. Desta forma podemos dizer que reduzir a mídia ou aumentar a cópia aumenta também o tamanho final do círculo de confusão final, ou seja, quando for mantida a abertura, Distância Focal e distância do objeto em foco, e o mesmo tamanho de cópia final, então as mídias menores produzirão Profundidades de Campo menores, diferentemente do que reza a crendice popular.
Neste ponto deste artigo muitos devem estar se perguntando “por que as compactas apresentam maior profundidade de campo para um mesmo ângulo de visão, se a redução do tamanho da mídia faz com que os círculos de confusão sejam mais ampliados?” O que leva as compactas a terem maior DOF não é o tamanho da mídia e sim a menor distância focal, pois esta faz com que a redução da DOF evolua em uma função quadrática, enquanto o tamanho da mídia possui uma evolução linear. O tamanho da mídia na verdade compensa parte do aumento da profundidade de campo que deveria ocorrer em decorrência da redução da distância focal, mas não o suficiente para manter a DOF constante.
Tal confusão é criada porque muitos fotógrafos se esquecem de isolar as variáveis para analisar como cada uma impacta no fenômeno separadamente. Quando compomos estes itens e travamos o ângulo de visão da objetiva (para que ambas as câmeras “vejam” a mesma coisa), então precisamos de uma distância focal menor, para conseguir isso em uma mídia menor. Como a distância focal possui maior impacto (como dito anteriormente) as câmeras com mídias menores, quando fotografando com o MESMO ÂNGULO DE VISÃO, acabam tendo uma menor DOF, não em decorrência do tamanho da mídia (como muitos pregam) e sim em decorrência de termos que compensar a distância focal para obter o mesmo resultado, em termos de ângulo de visão.
A última questão referente à profundidade de campo é relacionada à acuidade visual humana. Experiências mostram que o ser humano é capaz de resolver linhas de cerca de 0,2mm a uma distância de 25cm. Como a acuidade visual humana é um fator praticamente constante (daí raramente ser tratada quando se fala de distância focal) , esta questão fica praticamente nas mãos de uma variável, que consiste na distância de visualização. Sempre que afastamos a imagem visualizada temos então um aumento da DOF, pois ao aumentar a distância de visualização os círculos de confusão são percebidos em uma resolução abaixo da que tínhamos anteriormente.
Assim podemos resumir a questão da Profundidade de Campo da seguinte forma:
Aumento da abertura –> Reduz a DOF.
Aumento da DF –> Reduz a DOF.
Redução da distância do objeto em foco –> Reduz a DOF.
Redução do tamanho da mídia –> Reduz a DOF.
Aumento da cópia final –> Reduz a DOF.
Aumento da distância de visualização –> Aumenta a DOF.
As variáveis sintetizam os fatores que influenciam na profundidade de campo, assim como seus respectivos impactos sobre a mesma. Rotineiramente pensamos em três delas, alguns se lembram de incluir a mídia e a ampliação e raros se lembram da distância de visualização. Todos são componentes responsáveis pela DOF e não é possível tratar da mesma sem considerar cada um deles, pois a exclusão de algum dos itens não permitiria obter a relação entre tamanho final dos círculos de confusão e a acuidade visual humana, que é o cerne da própria definição do que chamamos de Profundidade de Campo.
Espero que este artigo tenha esclarecido as principais dúvidas sobre o tema. Para os que tiverem interesse em calcular a profundidade de campo de suas fotos o Mundo Fotográfico oferece o software DOF Calc gratuitamente em versões para uso na web ou executável para Windows e Mac.
Autor: Leo Terra
Autor dos cursos da Teia do Conhecimento
leituras & fotografias: fragmentos de textos literários
Eu quero a fotografia,
os olhos cheios d'água sob as lentes,
caminhando de terno e gravata,
o braço dado com a filha.
Eu quero a cada vez olhar e dizer:
estava chorando. E chorar.
Eu quero a dor do homem na festa de casamento,
seu passo guardado, quando pensou:
a vida é amarga e doce?
Eu quero o que ele viu e aceitou corajoso,
os olhos cheios d'água sob as lentes..
in Bagagem de Adélia Prado.
Livros Cotovia, Lisboa, 2002.
“Da Fotografia a Preto e Branco ao Digital” Texto de Fernando Cunha
Para tentar explicar tudo isto fui a umas das casas de fotografias mais antigas da vila, Foto Matos, onde falei com o fotografo Lima Pereira.
É sensato começar por dizer que a Fotografia a preto e branco não tem nada a ver com o trabalho que é feito actualmente. A revelação era um trabalho moroso e totalmente manual, sendo este processo algo complicado não estando ao alcance de qualquer pessoa. Para a realização deste processo “era necessária a escolha do tipo de papel mais adequado, sendo que existia um tipo de papel para quando os negativos estavam mais suaves, outro para quando estavam mais duros e outro para quando se encontravam normais”, cabia ao fotógrafo fazer a escolha. A passagem do negativo para o papel fazia-se através de um ampliador manual, que fazia a impressão do negativo na folha. A pessoa que fazia este trabalho tinha de controlar o tempo de luz ou pela experiencia que já tinha ou um pouco à sorte, tentando várias vezes até a fotografia ficar bem. Em seguida, vinha a parte química da revelação, para a sua realização era necessário ter um conjunto de químicos (revelador, fixador, branqueador). Existiam umas medidas e tempos predefinidos, mas cada fotógrafo com a sua pratica definias as suas próprias medidas e tempos. Nesta parte química, as fotografias eram primeiramente colocadas no revelador, passando depois para o fixador (“no fixador não podiam estar tempo de mais, pois corria-se o risco de com o passar do tempo estas vir a ficar amarelas ou até mesmo desaparecer”). Por último, passava-se à lavagem das fotografias, “eram posta em cuvetes com água a correr para tirar os químicos e ficavam lá mergulhadas por vezes até perto de um dia, e todas a fotos levavam um retoque final”, onde eram limpas manualmente retirando por exemplo pó ou um cabelos que ficasse marcado na altura da impressão.
Como podem constatar era realmente um procedimento muito trabalhoso, demorado e que exigia bastante perícia. Outro facto relativo ao preto e branco é o elevado preço, era um trabalho bastante caro fruto de todos estes pormenores que já referi.
Segundo Lima Pereira, “a fotografia já na era das cores tinha inicialmente um processo de revelação igual ao do preto e branco”, mas entretanto surgiram as primeiras máquinas de impressão que vieram tornar a revelação de fotografia num acto mais vulgar. Se no processo manual era necessário realmente perceber de fotografia, com este método tornou-se mais simples ficando mais acessível. Em relação aos custos, houve alteração radical ficando muito mais barato revelar fotografia. Isto é comprovado pelo seguinte, “se processo manual se quisesse revelar vinte fotografias tinha-se de fazer vinte vezes o processo de revelação já com esta automatização bastava carregar no botão e saiam vinte fotografias”.
O próximo passo na história da fotografia foi o digital. Com esta evolução Lima Pereira, afirma que “perderam-se totalmente as noções originais do que era a fotografia”. Nos dias de hoje qualquer pessoa pode revelar fotografia, claro está que uns o fazem melhor do que outros. Continua a existir o processo de correcção de fotografias, mas com o digital faz-se tudo por computador e é muito mais fácil realizar esse trabalho. Através de programas electrónicos podem-se fazer coisas impensáveis à uns anos atrás, tais como, colocar uma pessoa num local onde não esteve ou mudar a roupa de uma pessoa.
Quanto à componente económica é muito mais barata que a fotografia a preto e branco, não só devido a “este ser um processo muito menos trabalhoso e moroso, à concorrência entre fotógrafos mas também devido ao facto de as pessoas hoje em dia em vez de revelarem as fotografias as armazenarem, e como forma de incentivo baixam-se os preços”.
No entanto, mesmo com todas estas vantagens que referi têm-se voltado a aderir à fotografia a preto e branco. Mas achas que a fotografia a preto e branco dos dias de hoje é produzida pelo mesmo processo de antigamente?
A resposta é claramente não, até porque “são cada vez menos a pessoas que ainda sabem realizar esse processo e também porque não iria ter o mínimo de rentabilidade”. O preto e branco de agora é automático, muda-se de cores para preto e branco no computador e também em quase todas as maquinas exista já uma opção que permite tirar logo a foto no modo preto e branco. “Estas fotos são impressas no mesmo papel da fotografia a cores e têm o mesmo preço. Contudo comparando o preto e branco de antigamente com o da actualidade, não à margem para duvidas, o de antigamente é de uma qualidade muitíssimo superior”. Era um trabalho que exigia muito mais profissionalismo, mais custos, mas que era de maior qualidade e sobre tudo eram mesmo preto e branco. Agora ficaram a pensar o que quero dizer com isto do eram mesmo a preto e branco, passo a explicar, actualmente as fotografias chamadas de preto e branco mais não são do que uma conjugação de tons de cinzento.
Em suma, a fotografia sofreu grandes transformações ao longo dos anos e a todos os níveis, de tal forma, que vieram tornar a fotografia em algo banal e de fácil manejo. Desmistificou-se o ideal de fotografia, sendo que hoje em dia o essencial para fotografar é não cortar cabeças e pés. No entanto há também o lado positivo de que toda a gente pode utilizar e gozar dessa arte que é fotografar.
Fernando Cunha
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Concursos Fotográficos
Publicado por Eduardo Chaves
Arquivado em: Concursos
A Fotografia e o tempo
A Fotografia e o tempo Desde o seu aparecimento, em meados do século XIX, a relação da fotografia com o tempo ajuda a definir sua natureza. Afinal, para muitos, o que é a fotografia a não ser a materialização do desejo de captar o fugaz, o transitório? De fato, essa é uma de suas características e talvez aquela que a torna tão interessante, capaz de seduzir a todos que dela se aproximam, do velho à criança.
Das longas exposições para a produção de daguerreótipos até a captação via celular de uma imagem para ser enviada quase automaticamente a qualquer parte do mundo, a fotografia mantém seu caráter sedutor. Justamente por essa capacidade de congelar o instante, tornando perene o fugidio, ela fascina quem a vê.
No entanto, a relação da fotografia com o tempo não se resume à sua mera (e ao mesmo tempo estupenda) capacidade de congelar o fugaz.
Indicando uma “segunda natureza” da fotografia, vários de seus operadores se prestaram e se prestam a explorar suas possibilidades de instrumento para preservar a extensão do tempo. E essas possibilidades sempre foram inúmeras. Desde as primeiras fotomontagens de meados do século XIX às últimas experiências cinematográficas, o que foram elas a não ser tentativas bem-sucedidas de fixar a duração, de aprisionar e estender o tempo?
E aqui a referência não é apenas ao tempo corrido do cotidiano, dominado pelo relógio. Também está em pauta o tempo dilatado dos símbolos e aquele sintético das alegorias que desde sempre povoaram as fotomontagens, tenham sido elas produzidas a partir da montagem artesanal de fotos justapostas a outras fotos ou das trucagens digitais.
Do século XIX ao XXI, ao lado de produções fotográficas que congelavam o instante, emergiu e seguiu paralela uma fotografia que – quem sabe insatisfeita com aquela sua “primeira natureza” – investiu em intersecções de flagrantes, sequências de deslocamentos...
Walter Benjamin observou em um de seus ensaios que à fotografia isolada faltava algo e que essa lacuna era o que a levava a ser complementada por legendas ou, então, por outra fotografia, e outra, e outra...
Enfim, é no congelamento do instante ou na criação de uma extensão temporal, objetiva ou não, que a fotografia opera, seja ela uma fotografia jornalística, publicitária ou “autoral”; seja ela analógica ou digital.
Nesta edição do Prêmio Porto Seguro Fotografia, a relação ambígua entre o tempo e a fotografia é recolocada em cena, abrindo a possibilidade para que seus mais diversos praticantes possam colaborar na ampliação deste debate. Digital ou analógica, materializada no papel ou enviada via celular; comprometida com os mais variados propósitos ou ostensivamente “pura”, é a maneira como o fotógrafo opera com o problema do tempo na construção da imagem (às vezes indo contra as próprias injunções do aparelho) o que interessa ao Prêmio Porto Seguro Fotografia investigar, exibir e premiar. Tadeu Chiarelli Curador do Prêmio Porto Seguro Fotografia 2009.
Para acessar o regulamento e as inscrições, acesse:
http://www.mapadasartes.com.br/setoresnn.php?sal=1&sid=19
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Nova Gramática da Língua Portuguesa: Reveja seu Português
Nova Gramática da Língua Portuguesa: Reveja seu Português
Acontece que já tem um bom tempo que os países que têm a língua portuguesa como oficial estão tentando criar um padrão único para todos. O Brasil se dispôs logo e aceitou o acordo. Agora, a mudança já está valendo. Podem pesquisar as novas regras e aprender a usá-las.
Nova Gramática da Língua Portuguesa: Reveja seu Português
Jornalistas, atualizem-se. Blogueiros, atualizem-se. Galera, atualize-se. Ô.ô
Para saber tudo o que mudou na gramática, clique aqui e visite o artigo do Mc’Pode?com.
Veja resumidamente algumas mudanças:
O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w e y.
Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui. Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas.
1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba). Atenção: essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis.
2. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo.
Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento permanece.
3. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo(s).
4. Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, péla(s)/pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.
- Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3a pessoa do singular. Pode é a forma do presente do indicativo, na 3a pessoa do singular.
- Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição.
- Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.).
- É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara.
5. Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo dos verbos arguir e redarguir.
6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir. Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo.
a) se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas.
b) se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas.
1. Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por h.
Exceção: subumano (nesse caso, a palavra humano perde o h).
2. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento.
Exceção: o prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o.
3. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de r ou s.
4. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s. Nesse caso, duplicam-se essas letras.
5. Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma vogal.
6. Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante.
- Nos demais casos não se usa o hífen.
- Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r.
- Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal.
7. Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o hífen se o segundo elemento começar por vogal.
8. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen.
9. Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani.
10. Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares.
11. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição.
12. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte.
Sempre se usa o hífen diante de h
1. Prefixo terminado em vogal:
- Sem hífen diante de vogal diferente
- Sem hífen diante de consoante diferente de r e s
- Sem hífen diante de r e s Dobram-se essas letras
- Com hífen diante de mesma vogal
2. Prefixo terminado em consoante:
- Com hífen diante de mesma consoante
- Sem hífen diante de consoante diferente
- Sem hífen diante de vogal
retirado de putzgrilo shop
quarta-feira, 13 de maio de 2009
ILUMINAÇÃO COM O VIVITAR- DICAS
O Vivitar, 283 e 285, são flashes simples, potentes e confiáveis.
Para se usa-lo com eficiencia, basta seguir as regras básicas, que podem sofrer pequenas variações, mas na base, são regras efetivas para uma boa iluminação: No modo manual na câmera, regule a abertura F para F 4,9 ou F 5,em ISO 100, TANTO NA DISTANCIA FOCAL 28mm como também na 300mm. No flash, regule-o para os modos auto azul ou vermelho, de acordo com o gosto(mais luz ou menos luz).Para manter a mesma eficiência de iluminação com ISOS maiores, use o fator 1,41, multiplicando-o, pela abertura base em ISO 100, da seguinte forma,alterando a abertura para a abertura encontrada:
ISO 100 = F 4,9 OU F 5 (MODO BLUE OU RED NO FLASH)
ISO 200 = F 4,9 X 1,41 = usar F 6,9 (MODO BLUE OU RED NO FLASH)
ISO 400 = F 6,9 x 1,41 = usar F 9 (MODO BLUE OU RED NO FLASH)
RESUMINDO
Basicamente usar F 4,9(ISO 100), F 6,9(ISO 200) F 9 (ISO 400)
sendo que tais aberturas devem ser as mesmas, tanto em 28mm e em 300mm.
ISO 100 = F 5 OU F 4,9 (BLUE OU RED FLASH)
ISO 200 = F 5 x 1,4 = F 6,9 (BLUE OU RED)
ISO 400 = F 6,9 X 1,4 = F 9,5 (BLUE OU RED)
Veja bem,Essas regras são básicas ( eu gosto do modo azul), porem ha casos que a curta distancia, uso o vermelho do flash.Abraços.
VIVITAR 283/285 ( MODO AUTOMATICO)
Explorando o Vivitar, versões 283/285, a tabela abaixo É até o momento,os melhores ajustes que obtive para se trabalhar com os referidos flash,desde que os números "F" sejam os mesmos, tanto na distancia focal 28mm quanto em 300m, ou,que o numero "F" seja o mais aproximado possível aos citados. Façam testes e averigúem, pois os testes que fiz, foram efetuados com flash novos, em perfeitas condições.
ISO 100
ROXO - F 7 PARA DISTANCIAS ENTRE 1 E 3 m
AZUL - F 5 PARA DISTANCIAS ENTRE 3,10 a 5 m
ISO 200
ROXO - F 10 PARA DISTANCIAS ENTRE 1 e 3m
AZUL - F 7 PARA DISTANCIAS ENTRE 3,10 e 5 m
RED - F 4,5 PARA DISTANCIAS ENTRE 1 E 3m
ISO 400
ROXO - F 14 PARA DISTANCIAS ENTRE 1 e 3 m
AZUL - F 10 PARA DISTANCIAS ENTRE 3,10 e 5 m
VERMELHO - F 6,5 PARA DISTANCIAS ENTRE 1 E 3 m
VIVITAR 283/285 ( MODO MANUAL)
Há quem prefira usá-los no manual, e em certas circunstancias, assim, considerado a lente e a distancia focal da mesma , e pelo fato de ser zoom (que absorve muita luz), o NG (NUMERO GUIA) dos referidos flash, passa a ser efetivamente para efeito de calculos e aberturas,de 36 (p/lente fixa em ISO 100) para NG 25 (EM ISO 100),36 (ISO 200) e 49 (ISO 400):
Dividindo-se o NG pela abertura usada, teremos a distancia coberta pelo mesmo, no modo manual:
ISO 100
NG 25 :F 11 = até 2,30m
NG 25: F 8 = até 3,00m
NG 25 :F 5,6 = até 4,40m
NG 25 :F 5 = até 5,00m
NG 25 :F 3,5 = até 7,00m
Logo, o fator de conversão do NG para ISOS superiores, é multiplicar-se "1,41", pelo NG base em ISO 100, que chegaremos ao NG efetivo para ISOs 200(NG 25 x 1,41) e ISO 400 ( NG 36 x 1,41).
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES.
Como não existem regras absolutas, há casos em que possa se fazer necessário, fechar-se o diafragma em meio ponto. Pois muitas situações podem influenciar numa iluminação.
Fonte: Texto do usuário Fhocus.
domingo, 10 de maio de 2009
Como usar o flash Nikon sb-600 criativamente
O Flash SB-600 não é o modelo mais novo da Nikon (é o SB-800), mas oferece uma gama de recursos que irá satisfazer a diversos usuários das máquinas D70, D70S, D50, D2H, D2Hs e D2X. Principalmente aqueles que não querem pagar, em média, 60% a mais pelo modelo mais novo.
O SB-600 faz todas as coisas que o SB-800 e custa bem menos. Além diso com ele você terá um flash menor, mais leve com quase o mesmo poder e características que importa, como controle remoto sem fio em TTL automático. Claro que a Nikon prefere que você compre o SB-800, por isso a promoção dele em todos os locais.
Colocando lado a lado os dois flash as diferenças principais são que o SB-600 tem 2/3 menos poder no alcance máximo (30 metros em ISO 100 comparado ao SB-800 que é 38 metros). No entanto o tempo de reciclagem da bateria é mais rápido no SB-600 e também a quantidade média de flashes (2.5 segundos e 220 flashs (Ni-MH)). O SB-800 leva 4 segundos para reciclar e só dá para mais ou menos 150 flashs.
Usando com as câmeras DSLR da nikon é possível alterar a exposição tanto no flash quanto na própria câmera. Mas sem dúvida alguma uma das principais vantagens é o sistema remoto sem fio. Com ele é possível disparar o flash SB-600 fora da câmera, o que resulta em excelentes resultados, limitado a criatividade do fotógrafo.
Especificações
- Trabalha com todas as Nikon SLR: i-TTL para F6, D70 (D70s e D50), D2X e D2H (D2Hs), D-TTL para D100, D1, D1X e D1H e TTL regular para todas as máquinas fotográfica que suportem TTL.
- Número Guia de 30 metros em ISO 100.
- Zoom de 24mm a 85mm (Cobertura do flash - margem de distância focal da objetiva).
- Controle manual de intensidade de 1 até 1/64 em pontos de 1/3. Podendo ser extendido a 14mm usando o adaptador embutido para wide.
- Modo não TTL “A”. Isto é o modo que se usaria com uma máquina fotográfica de filme fabricada antes de 1979 (máquinas fotográficas históricas).
- Nenhum modo estroboscópio (pra mim isso além de ser inútil, só encarecendo o flash, acaba por estragar o uso com fotocélulas).
- Controle de exposição do flash de -3 a +3 em pontos de 1/3
- Dimensões aproximadas (Largura x Altura x Comprimento) - 68 x 123.5 x 90 [mm]
- Fonte de alimentação (baterias tipo AA) - 4 (SB-800 usa 5)
- Peso (sem bateria) aprox.- 300 g
- Cabeça giratória tanto na vertical quanto na horizontal.
- AUTO FP Sincronismo de Alta Velocidade (apenas com a D2H): usado com velocidades rápidas para alcance efetivo do elementos fora do foco (confuso não?)
- Informações de Cor do Flash – Equilíbrio de branco melhorando fazendo uso dos dados do Speedlight.
- FV – Trava o valor do flash (como o AE lock), podendo recomor a ena.
- i-TTL- sistema muito preciso que controlo o alcance do flash e monitora a exposição.
- Sistema Criativo de Iluminação - trabalha fora da sapata por comunicação sem fio.
Configurações personalizadas
Aqui é possível alterar algumas configurações, entre elas, a comunicação com a câmera (fora da sapata ou na sapata da câmera).
Você acesa as configurações personalizadas pressionando e segurando dois botões ( ZOOM e "-" ). Você então seleciona o que você quer fixar com o "+" e "-" botões.. Para sair das configurações personalizadas que você tem novamente que apertar o ZOOM e "-" botões. Para sair pressione o botão POWER.
É possível alterar:
- Modo de Wireless (ícone: seta em forma de Z): Padrão é off. Ligue para usar como escravo. Se você fizer, você terá um conjunto diferente de funções personalizadas, citadas mais abaixo. Quando setado para ON o flash não pode ser usado normalmente na sapata. Quando em ON aparece a seta em forma de Z no LCD do flash.
Assistente de iluminação do AutoFocus (ícone: AF-ILL): Padrão é ON. Desligue isto se você não quiser o iluminador vermelho emitido pelo flash quando não é possível conseguir o Auto Foco devido a luminosidade insuficiente. venha quando eles precisarem. Eu aconselho deixar em ON, funciona muito bem mesmo. Em situações ruim de foco, o mesmo e torna quase instantâneo. O formato da luz é em cruz, com 4 na vertical / horizontal, em bom tamanho.
Power Standby (ícone: STBY): Padrão é Auto, que significa o flash desliga automaticamente e retorna imediatamente quando tiver que ser usado. Isto é bom porque poupa bateria. Quando STBY está ativo você verá o ícone o tempo todo o flash está ligado. Seria muito bom que o flash pudesse ficar nesse modo sempre, ou seja, sempre em standby.
Zoom: Padrão é Auto. Muito bom também já que trabalha com lentes com CPU, ou seja, se você estiver usando a lente do kit, por exemplo, e colocar o zoom para 70mm, o zoom do flash também muda para 70mm, permitindo um maior alcance.
Iluminação do LCD (ícone: lâmpada incandescente): Padrão é ON. Isso significa que o LCD ilumina a qualquer hora que se apertar um botão, que é bom. (Quando usa o iluminador do painel da câmera, o LCD do flash também acende).
Se definir o modo sem fio, aqui estão as opções disponíei.:
Som (ícone: nota de musical, realmente uma oitava nota para você músicos) Padrão é ON. Se você deixar isto para OFF verá um ícone de "Nenhuma Música" no LCD. A razão para deixar em ON é que quando trabalhado em escravo serve para aviar que o flash escravo é disparo corretamente enquanto você está olhando no visor.
rL: Luz de leitura auxiliar: Padrão é ON. Ativa dois pequenos Leds na FRENTE do flash assim você pode ver eles. Parece brincadeira mas a Nikon gasta cinco páginas em partes diferentes do manual tentando dizer isto.
Você também tem a opção para desligar a iluminação de LCD no conjunto de funções personalizadas sem fio.
Como podem ver o SB-600 serve muito bem. Talvez o custo mais elevado do SB-800, algo que estou tentando descobrir, possa ser devido a alguns acessórios extras e poder funcionar como MASTER (claro que estou sendo irônico). Ele em com umas filtros coloridos (mas dá para improvisar), com um omni-bounce (serve para difundir a luz) que eu já improvisei o meu (o resultado é fantástico e pode ser visto mais abaixo). Ele tem também o chato modo estroboscópico, o alcançe a mais pode ser significativo, mas talvez para economizar quase R$ 500,00 você possa caminhar 8 metros e compensar essa diferença.
Link para o manual Portugues do SB-800
Link para o manual Portugues do SB-600
Como fazer o SB600 trabalhar fora da Camera
Você primeiro dizer a camera que o flash será pelo Commander Mode.
Na D70/D70s bá no Menu CSM - 19 (Flash Mode). Dentro dele escolha Commander Mode. Irá abrir um submenu, então escolha TTL.
Agora vá no SB600.
Ligue-o fora da camera. Pressione simutaneamente o botão ZOOM e -, e segure um pouco. Irá entrar no Mode CSM do flash. A primeira opção é justamente a da comunicação fora da Sapata (definida por uma seta torta), por padrão está em OFF, para deixar em ON, pressione o botão MODE. Agora pressione o botão ON. note que mudou no LCD. (para melhor identificação olhe na foto acima do painel trazeiro)
O valor acima de CH deve ser 3 e do Group deve ser A. Esses são os valores para o
SB600.
Agora na camera acione o flash da camera (coloque ele para fora), ele irá emitir vários flashes estroboscópicos para fazer a leitura TTL e enviar para o flash. Prontinho, agora é só usar a imaginação.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
2º CONCURSO FOTOGRÁFICO CONSIGO
TEMA: POESIA DA LUZ
Categorias: Fotografia de Eventos - Fotojornalismo - Livre
A Consigo lança com exclusividade para todo o território nacional o 2º Concurso Nacional de Fotografia CONSIGO A MELHOR IMAGEM, dedicado à revelação de trabalhos de profissionais e novos talentos da fotografia nacional.
Em sua segunda edição, o Concurso Consigo a Melhor Imagem é a consolidação de uma referência nacional em premiação, figurando entre os principais eventos do cenário fotográfico no calendário anual.
O tema desta edição é “POESIA DA LUZ” e vai premiar os trabalhos que apresentarem a somatória de técnica, contextualização e plástica.
Leia com atenção o regulamento, participe do Concurso e BOA SORTE!
SEGUE O LINK http://www.consigo.com.br/concurso/2009/interna.php?meio=concurso.php
Louco por fotografia? 15 sinais dessa loucura
| Louco por fotografia? 15 sinais dessa loucura | | |
| Escrito por Francine de Mattos | |
| 1. Você comprou um cachorro marrom porque quer evitar os problemas de exposição que acontecem com os pretos ou brancos; 2. O pediatra informa que a razão de sua filhinha de 18 meses ainda não ter aberto os olhos é porque você vive tirando fotos dela; 3. No batizado do seu sobrinho você pede para o padre jogar a água de novo porque sua primeira foto ficou fora de foco; 4. Você não limpa a cozinha, mas realiza um postprocessing no ambiente; 5. Você pensa que o dobro de 4 é 5.6; 6. Quando você pede a um estranho que tire uma foto sua com um amigo (no parque, por exemplo), você demora 10 minutos para explicar como funciona sua câmera; 7. Você já ficou trancado no lado de fora de casa ou do carro, vive esquecendo suas chaves em todo lugar e nunca acha nada do que procura, mas você nunca está sem a câmera; 8. Você já negou um convite de passeio porque a iluminação não estava boa naquele momento; 9. Você já pediu ao seu patrão o aumento de 1/3 do seu salário; 10. Você demora meia hora para decidir qual carro vai usar, mas leva dois meses pra escolher qual 70-200mm f/2.8 zoom é melhor para comprar; 11. Você não se lembra o dia do seu aniversário, mas sabe exatamente todas as especificações de câmeras e lentes que possui; 12. Você já brigou dentro de um bar porque alguém lhe disse que digital era melhor que filme; 13. Você dá nomes para as suas câmeras, e uma delas se chama Henri; 14. Você coloca seu filho numa escola pública porque você gastou toda a poupança dele quando resolveu trocar seus equipamentos; 15. Você lê completamente tudo sobre fotografia!! Até mesmo textos como este. fonte: fosgrafe.wordpress.com |
quarta-feira, 6 de maio de 2009
| Uma foto por dia! One Photo a Day | | |
| Escrito por Francine de Mattos | |
| A proposta da FWA Photo é uma imagem por dia! Ideia criativa que merece destaque, pois é feito por um dos sites mais respeitáveis na área de comunicação da atualidade. O FWA Photo disponibiliza no site uma coletânea de imagens diárias que dispensa comentários. Algo como uma grande galeria digital com uma ótima curadoria, o site merece muitos minutos de atenção para que assim vocês possam apreciar essas incríveis imagens que deixam muitas vezes com um silêncio profundo ou uma alegria extrema. É impossível não parar e ficar olhando uma foto por minutos para capturar o sentimento dela e assim viajar na mensagem da fotografia. Um calendário virtual de imagens. |