quinta-feira, 3 de junho de 2010

Dual SIM – 2 chips juntos em seu celular

Dual SIM – 2 chips juntos em seu celular

Escrito por Palpite em Comunicação, Hardware, Manutenção

A algum tempo atrás, comecei a participar de um plano empresarial de telefonia que me dá direito a um novo número de telefone celular. Este novo número, dentre outras vantagens, permite ligações ilimitadas para telefones fixos e gratuita entre os números da empresas. Como eu não queria abrir mão do meu número particular em uso a mais de 4 anos, resolvi procurar uma solução de usar os 2 chips sem ter que carregar dois aparelhos de telefone o tempo todo.

Uma primeira solução seria comprar umcelular dual sim card que permita tal façanha sem adaptações técnicas mirabolantes (gambiarras).
Encontrei vários modelos de aparelhos que me atenderiam no quesito DUAL SIM, porém a maioria com preço ainda salgado no mercado brasileiro.

Veja abaixo 10 modelos celulares que funcionam com 2 chips ao mesmo tempo.
(Cada um deles tem características e restrições específicas para o funcionamento com 2 chips).Celular dual chip

Samsung D880 Duos
Samsung D780
Samsung D980
Philips 699 Dual SIM
Philips Xenium 9@9w
Philips Xenium 9@9v
Motorola VE75
Eten Glofiish DX900
WND Wind DUO 2000
WND Wind DUO 2200

Veja uma lista completa com a descrição de cada um dos celulares que permitem 2 número ao mesmo tempo.

De forma a solucionar o meu problema gastando menos, procurei na internet váriasinformações a respeito do funcionamento dos conversores chamados “dual sim card” que permitem colocar 2 chips em um mesmo telefone. Estes chips na verdade fazem uma comutação lógica através da interface do telefone celular, de qual chip será utilizado em cada momento. Estes adaptadores “dual chip” NÃO permitem que os 2 chips fiquem ativos ao mesmo tempo. Um dos chips ficará ativo e será necessário trocar para o outro chip (sim card) caso se queira originar ou receber ligações através dele. Esta mudança é rápida, cerca de 40 segundos e é feita através do menu do telefone, sem precisar desligar o mesmo.

Encontrei dezenas destes adaptadores dual chip no mercado livre, mas preferi comprar de uma empresa mineira que já conheço, e que poderia instalar o chip conversor na hora.

Adaptador dual sim

Ledo engano! O meu objetivo era instalar um adaptador sem cortar os chips, mas quando percebi, o funcionário da loja já tinha feito o serviço. Os 2 chips foram cortados com um alicate próprio e inseridos no adaptador, que tem exatamente o mesmo tamanho de 1 único chip. De qualquer forma, após instalados os 2 chips no espaço de 1, apareceu um novo menu no celular para que eu fizesse a escolha de qual chip ficaria ativo. Há também a opção de alternar automaticamente entre cada chip em intervalos de tempos pré-definidos. Preferi deixar esta opção desligada, para ter sempre um número ativo todo o tempo, pois a mudança entre os chips gasta quase 1 minuto.

A grande desvantagem em utilizar um adaptador dual sim é o consumo exagerado de bateria! A bateria do Motorola V635 mesmo quando bastante utilizado chegava a durar 4 ou 5 dias! Depois de instalar o chip, a bateria descarrega em menos de 24 horas, após uma carga completa. Retirei o adaptador e voltei para o chip normal (que foi cortado) e o consumo de bateria voltou ao normal. Realmente o adaptador dual sim gasta muita bateria ou altera alguma configuração do aparelho que o faz gastar muito mais. Este problema ocorreu também com outros aparelhos.

Em resumo: adaptador dual sim “come bateria”, a bateria dura menos, acaba muito mais rápido e a autonomia do celular será seriamente prejudicada, lhe impedindo de usufruir das vantagens que teria em agrupar os 2 chips.

Minha recomendação é: não compre este tipo de adaptador! Independente de cortar ou não o chip, sua bateria não vai durar nada!

10 celulares dual chip para você escolhar

10 Celulares Dual Chip (Dual SIM) Para Você Escolher

Veja Mais (atualizado em 11-05-2010)

Celular Dual Chip: 5 pra você escolher
Review Motorola VE75 Dual Chip
Review WND Wind DUO 2300 Dual Chip
Review WND Wind DUO 2200 Dual Chip
Review i-Mobile TV 535 Dual Chip
Review i-Mobile TV 533 Dual Chip
Review i-Mobile 522 Dual Chip
Review Samsung SGH-D980 Dual Chip
Review Samsung SGH-D880 Dual Chip
Review Samsung SGH-D780 Dual Chip
Review Samsung S9402 Dual Chip
Samsung SGH-D880 DuoS, um celular dual-chip de verdade

Apresento aqui 10 celulares que tem suporte ao uso de 2 chips. Estes celulares são conhecidos como Dual Chip ou Dual Sim. Alguns destes celulares ainda não estão disponíveis no mercado.

Uma análise rápida revela que os fabricantes não investiram o sufiente em recursos nestes aparelhos e o melhor telefone disponível é o smartphone Eten glofiish DX900 que esbanja recursos, inclusive o tão desejado suporte a redes 3G. A outra alternativa seria o Samsung D980.

Veja abaixo alguns modelos com esta funcionalidade:

Samsung D880 Duos

Celular Dual Chip (Dual SIM) Samsung D880 DuosMedindo 104 x 51 x 18.9 mm e pesando 116 gramas, o Samsung D880 Duos é movido por uma bateria de Íons de Lítio e suporta até 4 horas de conversação e até 360 horas em stand-by.

Possui memória interna de 60MB e tem entrada para cartão de memória microSD (TransFlash), suportando até 2 GB de memória. A conectividade fica por conta do Bluetooth e do cabo USB. Não tem suporte a infravermelho, Wi-Fi e redes 3G.

O display é TFT, com resolução de 256 mil cores, 240 x 320 pixels, e mede 2.3 polegadas. A câmera tem 3.15 megapixels, produzindo imagens de 2048×1536 pixels, e suporta auto-foco. Outras características são o suporte a Dual Chip (Dual SIM), Java MIDP 2.0, player MP3/AAC+/MPEG4, rádio FM, visualizador de documentos, gravador de voz e saída para TV.

Samsung D780

Celular Dual Chip (Dual SIM) Samsung D780

Este telefone está disponível nas cores prata escuro, prata espelho e ouro. Possui suporte a Dual Chip (Dual SIM), Java MIDP 2.0, player MP3/AAC+/MPEG4, rádio FM estéreo, e gravador de voz.

A câmera de 2 megapixels consegue produzir imagens de 1600×1200 pixels que podem ser armazenadas nos seus 32 MB de memória. Uma entrada para cartões de memória microSD (TransFlash) pode ampliar esta capacidade para até 2GB.

A conectividade deste aparelho se limita ao Bluetooth e cabo USB. Também não tem suporte a infravermelho, Wi-Fi e redes 3G.

Ele mede 115 x 49.6 x 15.7 mm e pesa 108,5 gramas. O display é TFT de 2,1 polegadas suporta 256 mil cores e tem resolução de 240 x 320 pixels.


Samsung D980

Celular Dual Chip (Dual SIM) Samsung D980Sem dúvida, a câmera de 5 megapixels e a tela sensível ao toque são os maiores atrativos deste telefone. Sua câmera consegue produzir imagens com resolução de 2592 x 1944 pixels, tem função auto-foco, flash, e grava vídeos com resolução QVGA a 15 frames por segundo.

Possui 45 MB de memória intena expansíveis até 2 GB através da entrada para cartões de memória microSD (TransFlash). A conectividade está limitada ao Bluetooth e ao cabo USB. Não suporte a infravermelho, Wi-Fi e redes 3G.

A tela TFT sensível ao toque de 2,6 polegadas tem suporte a 256 mil cores e resolução de 240 x 320 pixels. Uma caneta própria para a função de interagir com a tela acompanha o aparelho.

Como seus irmãos, ele também suporta Dual Chip (Dual SIM), Java MIDP 2.0, possui player MP3/AAC+/MPEG4, rádio FM estéreo, e gravador de voz.


Philips 699 Dual SIM

Celular Dual Chip (Dual SIM) Philips 699 Dual Sim
Este aparelho foi anunciado em agosto de 2007, mas ainda não foi lançado, portanto você não vai encontrá-lo à venda em nunhuma parte do mundo. Para falar a verdade, não vejo motivo para que seja lançado, haja vista os outros modelos muito superiores ao mesmo que já estão disponíveis no mercado faz um bom tempo.

A tela sensível ao toque de 2,6 polegadas, 256 mil cores e 240 x 320 pixels, reconhece o que escrevemos com a caneta que acompanha o aparelho.

Se por algum motivo, você precisa escrever em chinês, este aparelho tem suporte a esta linguagem, bem como um dicionário chinês-inglês e inglês-chinês. Outra característica interessante é o calendário feminino. Apesar de não ter ficado claro como funciona, parece ser relacionado ao cliclo menstrual da mulher.

Além das características já mencionadas, ele também possui suporte a Dual Chip (Dual SIM), Java MIDP 2.0, tem tocador MP3/MPEG4, conversor internacional, gravador de voz e câmera de 1.3 megapixels que produz fotos de 1280 x 960 pixels, também podendro gravar vídeo com resolução de 320×240 pixels.

A bateria de íons de lítio dá ao aparelho a capacidade de até 2h 30 minutos de conversação e até 250 horas em stand-by. Disponível somente na cor preta, ele pesa 98 gramas e mede 106 x 56 x 15 mm.


Philips Xenium 9@9w

Celular Dual Chip (Dual SIM) Philips 9@9WA bateria de íons de lítio deste aparelho permite tempos de conversação de até 8 horas e 720 horas em stand-by. Ele mede 103 x 52 x 12 mm e pesa 90 gramas.

Tem 11 MB de memória interna podendo ser expandida através da entrada para cartões de memória microSD (TransFlash). A transferência de arquivos pode ser feita via Bluetooth ou cabo mini USB. Não possui suporte a infravermelho, Wi-Fi e 3G.

A câmera tem resolução de 2 megapixels, produzindo fotos de 1600×1200 pixels e grava vídeo a 30 frames por segundo.

Outras características são o suporte a Dual Chip (Dual SIM), Java MIDP 2.0. Possui organizador, tocador MP3/WAV/AAC/MPEG4, calendário lunar e gravador de voz.

Philips Xenium 9@9v

Celular Dual Chip (Dual SIM) Philips 9@9VUm aparelho modesto e até mesmo sem graça poderia definir rapidamente este celular da Philips. Suas únicas qualidades são: o display TFT sensível ao toque de 1,75 polegadas, 65 mil cores e resolução de 128×160 pixels, juntamente com o suporte a Dual Chip (Dual SIM).

Tal qual seu irmão mais robusto, este telefone tem uma bateria de íons de lítio de 890 mA/h que permite tempos de conversação de até 8 horas e 720 horas em stand-by. Fornecido somente na cor preta, ele pesa 75 gramas e mede 105 x 44 x 15.8 mm

Não possui suporte a Bluetooth, Wi-Fi e 3G. A transferência de dados ocorre somente por infravermelho e USB. Uma câmera VGA ajuda a compor o quadro nada animador deste aparelho. Lamentavelmente nem mesmo rádio FM o aparelho possui. A única característica multimídia é o tocador MP3/WAV/AAC.

Motorola VE75

Celular Dual Chip (Dual SIM) Motorola VE75Este aparelho foi anunciado pela Motorola em abril de 2008 e ainda não foi lançado, portanto você não o encontrará disponível para venda.

Ele possui uma câmera com 2 megapixels de resolução que pode produzir imagens de até 1600×1200 pixels, suporte a Dual Chip, Java MIDP 2.0, tem organizador, tocador MP3/MPEG4/WMA/WMV, calculadora, discagem por voz e gravador de voz.

Está disponível nas cores preto e cinza e tem uma bateria de íons de lítio de 850 mAh que dá ao aparelho uma capacidade de conversação de até 4 horas e 140 horas em stand-by.

Dispõe de conectividade USB e Bluetooth. Não possui suporte a infravermelho, Wi-Fi e 3G. Medindo 112 x 51 x 20 mm e pesando 137 gramas, este telefone tem uma tela TFT de 2,6 polegadas, 256 mil cores e resolução de 240×400 pixels. Possui suporte a Dual Chip (Dual SIM).

Eten Glofiish DX900

Celular Dual Chip (Dual SIM) Eten DX900

O Eten glofiish DX900 esbanja recursos a começar pela tão procurada conectividade 3G. Ele suporta redes 2G GSM 850 / 900 / 1800 / 1900 e redes 3G HSDPA 850 / 1900 / 2100.

Foi anunciado em junho de 2008 e ainda não foi lançado, portanto não está disponível para venda.

Ele possui 256 MB Flash ROM, 128 MB SD RAM. O sistema operacional é o Microsoft Windows Mobile 6.1 Professional impulsionado pelo processador Samsung S3C6400 533 MHz.

A enorme tela TFT sensível ao toque de 2,8 polegadas, 480×640 pixels de resolução e 65 mil cores facilitam extremamente o uso do aparelho para finalidades comerciais, isto sem falar no reconhecimento de escrita incorporado ao aparelho.

A conectividade fica por conta do Wi-Fi B/G, porta USB, Bluetooth e 3G. Não possui interface infravermelho.

Possui suporte a Dual Chip (Dual SIM), receptor GPS, saída para TV, visualizador dos aplicativos Microsoft Office (Word, Excel, Power Point, One Note), Windows Media Player 10, organizador e gravador de voz.

A câmera principal de 3.15 megapixels produz imagens de 2048×1536 pixels, tem suporte autofoco e grava video. A câmera secundária é destinada a vídeo chamadas. Ele pesa 147 gramas e mede 106 x 60.5 x 17 mm.

WND Wind DUO 2000

Celular Dual Chip (Dual SIM) Wind Duo 2000Lançado em março de 2007, este aparelho foi descontinuado pelo fabricante, pelo que, se você o encontrar a venda, será uma sobra de estoque ou um aparelho usado.

Medindo 97 x 48 x 17 mm, ele pesa 100 gramas e única forma de transferência de dados é via Bluetooth (versão 1.2). A tela de 1,5 polegadas, usa tecnologia OLED com 65 mil cores, e tem resolução de 128 x 160 pixels.

Apresentado nas cores preto, prata e cinza escuro, este aparelho não tem câmera, suporte a infravermelho, USB e 3G. Sua única característica interessante é apenas o Dual Chip (Dual SIM). Ele tem apenas um tocados MP3 e gravador de voz.

A bateria Li-Po de 1660 mAh, dá ao aparelho a autonomia de 3 horas de conversação e 160 horas em stand-by.

WND Wind DUO 2200

Celular Dual Chip (Dual SIM) Wind Duo 2200

Este aparelho foi anunciado pelo fabricante em maio de 2007 e até agora não foi lançado. Ele pesa 95 gramas e mede 98 x 47.5 x 17.3 mm.

Possui entrada para cartões microSD (TransFlash). Suporte a Dual Chip (Dual SIM), Java MIDP 2.0, tocador MP3/AAC/MPEG4/3GP e gravador de voz são suas características.

Possui conectividade Bluetooth e USB. Não suporta redes 3G, Wi-Fi e não tem infravermelho. A bateria de íons de lítio de 930 mAh, suporta até 3 horas de conversação e até 180 horas em standby.

A tela TFT de 1,8 polegadas tem 65 mil cores e resolução de 240×320 pixels. Tem câmera de 2 megapixels que produz imagens de até 1600×1200 pixels.

Outras alternativas

O mercado chinês não ficou para trás e também apresenta diversos aparelhos conhecidos com MP7. Na verdade este termo foi uma invenção e ninguém sabe ao certo o que significa. Sabemos que MP3 toca música e MP4 toca vídeos. O resto é coisa de chinês.

Estes aparelhos chineses não tem manual em português. Os aparelhos são fornecidos com um manual normalmente em inglês de péssima qualidade e que não explica satisfatóriamente as funções dos aparelhos. Na maioria dos casos é difícil até saber quem é o fabricante. Manual online então, nem pensar.

Dentre a confusão destes aparelhos se destacam o TV C702 e o TV C708, clones do Sony Ericsson TV C702, porém dispondo de suporte a Dual Chip, função ausente no aparelho original.

A não ser que você goste de brincar com a sorte, não compre um destes aparelhos, pois o suporte/assistência técnica não existem.

Veja Mais (atualizado em 11-05-2010)

Celular Dual Chip: 5 pra você escolher
Review Motorola VE75 Dual Chip
Review WND Wind DUO 2300 Dual Chip
Review WND Wind DUO 2200 Dual Chip
Review i-Mobile TV 535 Dual Chip
Review i-Mobile TV 533 Dual Chip
Review i-Mobile 522 Dual Chip
Review Samsung SGH-D980 Dual Chip
Review Samsung SGH-D880 Dual Chip
Review Samsung SGH-D780 Dual Chip
Review Samsung S9402 Dual Chip
Samsung SGH-D880 DuoS, um celular dual-chip de verdade

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O retorno do Olhar

Às vezes nos pegamos longe, sem muito o que fazer e o que pensar. Com isso nossa fotografia vai igualmente ficando empobrecida e por fim extingue-se.

A idéia aqui é retornar ao olhar e à fotografia. De hoje em diante, fotografar deve ser um exercício constante.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

fotografia pinhole (contribuição da http://www.eba.ufmg.br/cfalieri/pinhole.html)

FOTOGRAFIA PINHOLE

Pinhole é um processo alternativo de se fazer fotografia
sem a necessidade do uso de equipamentos convencionais. Sua câmera artesanal pode ser construída facilmente utilizando-se materiais simples e de poucos elementos. O nome inglês Pinhole ou Pin-Hole pode ser traduzido como “buraco de agulha” por ser uma câmera fotográfica que não possui lentes, tendo apenas um pequeno furo (de agulha) que funciona como lente e diafragma fixo no lugar de uma objetiva. Também conhecida como câmera estenopeica, a pinhole é basicamente um compartimento todo fechado onde não existe luz, ou seja, uma câmara escura com (normalmente um) pequeno orifício. A diferença básica da fotografia pinhole para uma convencional está em sua ótica. A imagem produzida em uma pinhole apresenta uma profundidade de campo quase infinita, ou seja, tem um foco suave em todos os planos da cena (tudo está focado).


CONSTRUÇÃO DA CÂMERA PINHOLE

Para se fazer uma pinhole é muito fácil; basta termos à mão o material necessário, que pode ser desde uma simples caixa de sapatos, latinha de leite em pó ou algo semelhante (desde que tenha tampa) como uma caixa de madeira um pouco mais elaborada. O primeiro passo é transformar esta caixa numa câmara escura. Para isso é necessário escolhermos uma caixa com uma tampa que vede bem o interior da mesma. Com tinta preto-fosco pintamos o interior da câmara, inclusive a tampa. Podemos também utilizar um papel cartão preto para forrar a câmara, ao invés da tinta. O importante é mantermos a câmara realmente escura. Depois, com o auxílio de uma agulha, furamos um pequeno buraco em uma das laterais da caixa/câmera. Em alguns casos, onde a dureza do material usado para câmera não permite um furo perfeito (que é fundamental), devemos então fazer um buraco maior e colar sobre ele um pedaço de papel alumínio ou um retalho de latinha de cerveja e neste sim, fazermos o furinho de agulha. Isto irá facilitar e melhorar o trabalho.


É importante observarmos que o tamanho do furo deve ser o menor
possível, com um diâmetro que não ultrapasse o da ponta da agulha. Isto é relevante em termos de definição focal e nitidez na imagem gerada pela pinhole. Devemos entender que uma imagem desfocada é conseqüência de um furo muito grande, isso em relação ao tamanho da câmera pinhole. Quanto menor a câmera, menor deve ser o furo. Evidentemente que para cada tipo e tamanho de câmera, haverá de ser este furo proporcional à distância focal. Considerando que para uma pequena câmera, tipo caixinha ou lata, fazemos um furo com agulha, para uma câmera de grandes proporções, podemos chegar a um furo com diâmetro de um dedo polegar. Podemos também usar tabelas de cálculo para conseguimos um furo no tamanho ideal e preciso. Contudo, nada se compara ao entendimento empírico, experiência artesanal e a simplicidade. Os resultados são sempre mais encantadores. Chamamos de plano focal a distância ideal onde a imagem é projetada com o melhor foco.


O segundo passo será o de verificarmos que não exista nenhum outro ponto por onde a luminosidade externa possa entrar além do orifício já feito. Este por sua vez deverá ser vedado pelo lado de fora da pinhole com um pedacinho de fita isolante preta, que servirá como o dispositivo de controle da entrada de luz no interior da câmera. Temos assim uma câmera fotográfica Pinhole pronta para o uso. Basicamente, a câmera é feita assim. Podemos, à medida em que vamos experimentando, aperfeiçoar um pouco mais e adaptar a pinhole ao nosso modo e conforme a meta que pretendemos atingir.

TAMANHOS & FORMATOS PINHOLE

O tamanho e o formato das imagens que a câmera produz depende, quase sempre, do tamanho e formato usados para construí-la. Como foi dito anteriormente, podemos fazer e usar câmeras pinhole de todo tipo e tamanho. E conseguirmos os mais diversos efeitos. Se por exemplo, a idéia é obter fotografias com efeitos distorcidos, tipo grande angular, podemos usar uma lata redonda para ser a câmera ou então colocarmos o material sensível à luz (papel fotográfico ou filme) curvado lá dentro. Se fizermos ao invés de um, dois ou mais furos na câmera, teremos imagens sobrepostas e duplicadas. Dupla exposição também provoca sobreposição de imagens. Esses e outros efeitos podem ser conseguidos e explorados, dependendo tão somente da engenhosidade e criatividade de cada um.


ALGUNS MODELOS DE CÂMERAS PINHOLE


CÂMERAS PINHOLE DE PEQUENOS FORMATOS


CÂMERA PINHOLE ESTEREOSCÓPICA C/ DOIS
FUROS PRODUZ IMAGENS DUPLAS COM EFEITOS ÓTICOS 3D


CÂMERA DE MADEIRA COM VARIAÇÕES DO PLANO E DISTÂNCIA FOCAL. ESTE TIPO DE CÂMERA
PERMITE CRIAR IMAGENS COM OPÇÕES DE DISTÂNCIAMENTO ENTRE O FILME E O FURO,
VARIANDO O TAMANHO E A COMPOSIÇÃO DO OBJETO FOTOGRAFADO.


CÂMERA 360 GRAUS COM VÁRIOS FUROS EM VOLTA DA LATA QUE PERMITE O REGISTRO DE IMAGENS DIVERSAS POR TODOS LADOS. O RESULTADO PODE SER AINDA MAIS SURPREENDENTE.


CÂMERA PINHOLE PARA FILMES 35mm. A GRANDE VANTAGEM DESTE MODELO É PERMITIR VÁRIAS
TOMADAS DE UMA SÓ VEZ, ALÉM DA POSSIBILIDADE DE SE FAZER CÓPIAS AMPLIADAS.

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# O TAMANHO, O FORMATO E MAIS UMA SÉRIE DE DETALHES DE UMA PINHOLE SÃO COISAS
QUE CADA UM DEVE DESCOBRIR E ADEQUAR A SEU GOSTO. O DESENVOLVIMENTO
E (EM CONSEQUÊNCIA) A QUALIDADE DAS FOTOGRAFIAS IRÃO SURGINDO CONFORME
O ENVOLVIMENTO DA PESSOA COM O PROCESSO.



COMO MANIPULAR E FOTOGRAFAR COM A PINHOLE

Usar a câmera pinhole é muito simples. Primeiramente precisamos lembrar que o material usado dentro da câmera (o filme que originará o negativo) requer certos cuidados na hora do manuseio. Devemos lembrar que este material é sensível à luz; portanto, o carregamento da câmera deve ser feito em um local seguro, que evite a velação do papel/filme. Em princípio, podemos usar na pinhole qualquer tipo de filme ou papel fotográfico para registrarmos uma imagem. Mas normalmente e para termos total controle do processo, usamos na produção do negativo, o papel fotográfico para P&B ou filmes ortocromáticos de artes gráficas (fotolito) com baixa sensibilidade, semelhante ao papel. A vantagem de se usar este material é a de termos a possibilidade de manuseá-lo com segurança, podendo ver o que estamos fazendo sob uma luz vermelha, que não danifica o filme. Assim, para carregarmos a pinhole com papel/filme, basta fixá-lo na parede interna da câmera, centralizando-o frente ao orifício e tampar a caixa.

Para se fotografar com esta câmera é necessário uma exposição prolongada. No momento da tomada da foto, a câmera deve
estar
apoiada sob uma base firme, evitando como resultado uma imagem tremida. É preciso praticar várias vezes alternando para mais ou para menos a exposição e tomando sempre o cuidado de anotar os tempos, para se chegar a um resultado satisfatório.

Uma dica:
Quanto maior a câmera, ou melhor, quanto maior a
distância do furo ao filme/papel, maior deve ser o tempo de
exposição. Este tempo está também relacionado à quantidade de luz da cena que queremos fotografar. Não espere conseguir imagens noturnas com apenas alguns minutos de exposição. A luz tem um papel fundamental. A composição de uma fotografia e seu enquadramento também depende de experiências previamente realizadas, pois a Pinhole não possui um visor. Esta talvez seja uma de suas características principais; mais uma vez, vale o elemento surpresa.

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PINHOLE EM CÂMERAS FOTOGRÁFICAS CONVENCIONAIS



Podemos transformar uma câmera fotográfica comum, numa
câmera pinhole. Basta que esta câmera tenha um controle de tempo que nos possibilite uma exposição prolongada (tempos B ou T no botão do obturador). Câmeras em que podemos deixar a luz incidir sobre o filme pelo tempo que quizermos. Como sabemos, para se fotografar com uma pinhole é preciso de tempo às vezes longos, às vezes nem tanto. Depende da quantidadede luz sobre a cena que desejamos fotografar. A transformação não exige grandes adaptações e nem prejudica o equipamento - é simples. O material necessário é somente papel cartão preto (tipo fotoplus), tesoura, lápis ou compasso, agulha e fita adesiva. Podemos construir uma pinhole para uma câmera com ou sem objetiva. Existem diferenças: Com objetiva (lente) - Quando vamos fazer uma câmera pinhole usando suas próprias lentes, na verdade estamos apenas criando um novo e menor diafragma, tendo assim uma maior profundidade de campo, ou seja, dando condições para que toda a cena esteja em foco, do primeiro até o último plano. Para este tipo, nós precisamos recortar no papel cartão um círculo que tenha o mesmo diâmetro da objetiva. Tire as medidas pela circunferência de um filtro qualquer da objetiva e fure o centro do círculo. O tamanho do furo não precisa necessariamente ser minúsculo, considerando o fatoda câmera possuir a lente que corrige o foco. O círculo de papel cartão deve ser fixado em frente a lente, como um filtro. Está pronta para usarmos!



Sem objetiva - A pinhole para uma câmera sem objetiva é autentica, pois sua imagem será gerada sem uma lente de correção. É uma verdadeira pinhole com recursos de uma câmera convencional. Para esta, usaremos o mesmo processo de confecção da primeira, com o detalhe para o círculo de papel que deve ser feito com mais cuidado. O furo deve ser feito com a ponta de uma agulha fina. Observaremos se o buraco não apresenta rebarbas de fibras, que podem comprometer a qualidade da imagem. A seguir, tiramos a objetiva da câmera e em seu lugar fixamos o círculo de papel cartão. Devemos vedar bem ao fixarmos nosso pinhole, evitando que a luz entre por outros lugares senão o pequeno orifício. Está pronta!


Nos dois casos apresentados, a maneira de se fotografar é a mesma. A câmera deve estar com o obturador regulado em tempo B ou T. A exposição exige um tempo que, mesmo sendo pequeno, precisa que a câmera esteja bem apoiada para evitar uma imagem tremida ou borrada. Neste tipo de experiência estamos somando a técnica da pinhole com a de um equipamento convencional. O resultado é uma fotografia essencialmente pinhole, com inúmeras vantagens e os recursos que uma câmera 35mm pode nos oferecer, além da possibilidade de uso dos diversos tipos de filmes (P&B, Cor, Infra-vermelho, Cromo, Gráficos, etc...). As imagens geradas nesses negativos e positivos, embora pequenas, podem ser ampliadas de forma digital ou analógica.

domingo, 14 de junho de 2009

Entendendo a Profundidade de Campo (DOF)

Os questionamentos sobre a profundidade de campo nas comunidades fotográfica são tão freqüentes quanto as confusões e equívocos sobre o tema. Assim justifica-se um esforço para demonstrar como tal fenômeno se desenvolve e, principalmente, como seus fatores causadores impactam sobre seus resultados.

Fisicamente só existe foco de fato em um único plano com profundidade infinitamente pequena. O que chamamos de Profundidade de Campo (Deep Of Field) é na verdade um intervalo onde o resultado, já na cópia final, gera círculos de confusão menores do a acuidade visual humana consegue distinguir. Assim teremos a impressão de que as imagens naquele intervalo ainda se encontram nítidas, não porque elas realmente se encontrem nítidas e sim porque nossa acuidade visual é incapaz de perceber diferenças entre o que está e o que não está nítido naquele ponto da imagem.

Assim temos três grandes fatores chave no que chamamos de profundidade de campo (DOF). O tamanho dos círculos de confusão capturados, a ampliação realizada sobre eles para produzir a cópia final e a própria acuidade visual humana a uma dada distância.
O tamanho dos círculos de confusão capturados é dado por aquelas variáveis tipicamente atribuídas como causadoras (mas que diferente do que é pregado não são as únicas) da Profundidade de Campo, que são a Abertura, Distância do objeto em foco e distância focal (DF). A variação destes itens modifica o tamanho dos círculos de confusão formados sobre a mídia. Com relação a estes primeiros itens podemos dizer:

Aumentar a abertura -> Aumenta os círculos de confusão.
Aumentar a DF -> Aumenta os círculos de confusão.
Reduzir a distância em relação ao objeto em foco –> Aumenta os círculos de confusão.

Mas essa não é toda a história, o tamanho dos círculos de confusão, por si só, não diz nada sobre a DOF até sabermos o tamanho final com o qual tais círculos de confusão serão vistos pelo observador. Para obtermos tal tamanho precisamos saber quão ampliados estes círculos de confusão (projetados sobre a mídia) serão quando fizermos a cópia final da imagem. Tal ampliação é dada pela relação do tamanho da cópia pelo tamanho da mídia. Quanto mais precisamos ampliar a imagem para obter a mesma cópia final, maiores ficarão os mesmos círculos de confusão. Desta forma podemos dizer que reduzir a mídia ou aumentar a cópia aumenta também o tamanho final do círculo de confusão final, ou seja, quando for mantida a abertura, Distância Focal e distância do objeto em foco, e o mesmo tamanho de cópia final, então as mídias menores produzirão Profundidades de Campo menores, diferentemente do que reza a crendice popular.
Neste ponto deste artigo muitos devem estar se perguntando “por que as compactas apresentam maior profundidade de campo para um mesmo ângulo de visão, se a redução do tamanho da mídia faz com que os círculos de confusão sejam mais ampliados?” O que leva as compactas a terem maior DOF não é o tamanho da mídia e sim a menor distância focal, pois esta faz com que a redução da DOF evolua em uma função quadrática, enquanto o tamanho da mídia possui uma evolução linear. O tamanho da mídia na verdade compensa parte do aumento da profundidade de campo que deveria ocorrer em decorrência da redução da distância focal, mas não o suficiente para manter a DOF constante.
Tal confusão é criada porque muitos fotógrafos se esquecem de isolar as variáveis para analisar como cada uma impacta no fenômeno separadamente. Quando compomos estes itens e travamos o ângulo de visão da objetiva (para que ambas as câmeras “vejam” a mesma coisa), então precisamos de uma distância focal menor, para conseguir isso em uma mídia menor. Como a distância focal possui maior impacto (como dito anteriormente) as câmeras com mídias menores, quando fotografando com o MESMO ÂNGULO DE VISÃO, acabam tendo uma menor DOF, não em decorrência do tamanho da mídia (como muitos pregam) e sim em decorrência de termos que compensar a distância focal para obter o mesmo resultado, em termos de ângulo de visão.

A última questão referente à profundidade de campo é relacionada à acuidade visual humana. Experiências mostram que o ser humano é capaz de resolver linhas de cerca de 0,2mm a uma distância de 25cm. Como a acuidade visual humana é um fator praticamente constante (daí raramente ser tratada quando se fala de distância focal) , esta questão fica praticamente nas mãos de uma variável, que consiste na distância de visualização. Sempre que afastamos a imagem visualizada temos então um aumento da DOF, pois ao aumentar a distância de visualização os círculos de confusão são percebidos em uma resolução abaixo da que tínhamos anteriormente.
Assim podemos resumir a questão da Profundidade de Campo da seguinte forma:
Aumento da abertura –> Reduz a DOF.
Aumento da DF –> Reduz a DOF.
Redução da distância do objeto em foco –> Reduz a DOF.
Redução do tamanho da mídia –> Reduz a DOF.
Aumento da cópia final –> Reduz a DOF.
Aumento da distância de visualização –> Aumenta a DOF.

As variáveis sintetizam os fatores que influenciam na profundidade de campo, assim como seus respectivos impactos sobre a mesma. Rotineiramente pensamos em três delas, alguns se lembram de incluir a mídia e a ampliação e raros se lembram da distância de visualização. Todos são componentes responsáveis pela DOF e não é possível tratar da mesma sem considerar cada um deles, pois a exclusão de algum dos itens não permitiria obter a relação entre tamanho final dos círculos de confusão e a acuidade visual humana, que é o cerne da própria definição do que chamamos de Profundidade de Campo.

Espero que este artigo tenha esclarecido as principais dúvidas sobre o tema. Para os que tiverem interesse em calcular a profundidade de campo de suas fotos o Mundo Fotográfico oferece o software DOF Calc gratuitamente em versões para uso na web ou executável para Windows e Mac.

Autor: Leo Terra
Autor dos cursos da Teia do Conhecimento